A importância da informação

Cada vez que leio alguma coisa sobre vinho, produção, consumo, etc., fico juntando as informações que tenho sobre o assunto e pensando a respeito.
Mais uma vez li algum comentário sobre a concorrência entre vinhos brasileiros e importados. 
Sempre me vem a cabeça, quando leio algo sobre isso, o fato de que estão falando de menos de 20% do mercado Brasileiro de vinhos e derivados. A concorrência existe sim, é desleal, talvez. Acho que o que torna essa briga mais desleal é o fato de a maioria dos vinhos chilenos e argentinos que o povo tanto idolatra são meio-secos, e não secos, como a maioria dos Brasileiros, e essa informação não consta no rótulo ou, se consta, está em letras miudinhas no contra-rótulo, bem diferente das normas impostas aos rótulos de vinhos nacionais.
É isso que muita gente não entende, que estão comparando vinhos secos com meio-secos (ou demi-sec, é mesma coisa), é como comparar laranjas com limões.
Na minha opinião, devem-se aplicar as mesmas regras aos vinhos estrangeiros e aos nacionais, que os produtos importados e seus rótulos estejam sujeitos às mesmas leis que os nossos.
Claro, que isso não exime a responsabilidade do consumidor de exigir qualidade e informação sobre o produto que está comprando.
Aprecio muito aquelas pessoas que não conhecem muito o universo do vinho e admitem este fato com muita humildade e simplicidade e me fazem perguntas sempre que podem sobre as uvas, o processo de elaboração (nós, enólogos e enófilos, nunca aceitaremos a palavra 'fabricação' relacionada ao vinho) e muitas outras coisas.
Sempre digo que a melhor maneira de descobrir se um vinho é bom ou não ao seu paladar é provando, degustando e por que não, bebendo mesmo.

Lembrem-se: leiam os rótulos!

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