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Mostrando postagens de outubro, 2010

Líquido negro do capitalismo selvagem

...foi esse o nome dado à famosa bebida preferida da maioria dos jovens da minha geração, por uma professora, quando lhe ofereceram a bebida numa tarde quente (clima não muito comum aqui na Serra Gaúcha). O que não é comum é alguém usar uma expressão como esta no dia-a-dia. Adorei a expressão, afinal a Coca-Cola é mesmo sempre referida como símbolo do capitalismo, juntamente com o McDonald's. Provavelmente devido à extensão global de ambos. Acho que a palavra 'globalização' surgiu por causa desta bendita bebida. Nunca tinha visto alguém tão feliz ao ver uma garrafa de Coca-Cola e tão consciente do que estava prestes a consumir. São essas pequenas coisas do cotidiano que nos fazem rir e também nos fazem pensar na vida de vez em quando.

Chiclete

Hoje depois de muitos anos comprei chiclete. Tinha parado de mascar chiclete aos 14 anos, quando coloquei aparelho nos dentes e o dentista disse que se eu mascasse chiclete, ele grudaria em todo o aparelho e seria horrível tirar. Fiquei os 2 anos e meio com aparelho nos dentes e sem a bendita (ou não) goma de mascar. Quando tirei o aparelho, no mesmo dia, comprei um chiclete pra matar a vontade (daqueles com melequinha doce dentro). Depois de mover a mandíbula umas 4 ou 5 vezes, perdeu a graça. Me perguntei: "qual era mesmo a graça disso?". Não consegui me lembrar. Acabei abandonando de novo o hábito, mas dessa vez sem dentista pra me aterrorizar. Hoje entrei no mercado e vi, junto a prateleira de gomas sem açúcar (daquela que começa com T), uma reportagem de jornal dizendo que mascar chiclete sem açúcar ajuda a emagrecer. Obviamente alguns pesquisadores de algum lugar do hemisfério norte fizeram uma pesquisa a respeito e concluiram que a goma de mascar diminui a vontade de c...

Sabedoria do pepino

Outro dia resolvi fazer minha salada preferida: tabule. São 4 os ingredientes principais: trigo, cebola, tomate e pepino. Antes de começar a picar o pepino, repeti o gesto que cresci vendo minha mãe fazer, cortar a ponta e esfregar sobre o restante do pepino até que sai uma "babinha gosmenta", daí tirei a tal babinha, lavei e segui o processo. Teve um momento que parei, olhando pra tal "babinha" e me perguntei "por quê mesmo eu to fazendo isso?" e me respondi "minha mãe sempre fez assim" (baita diálogo). Isso me fez lembrar da minha professora de Controle de Qualidade, que um dia na aula estava falando sobre o conhecimento empírico das coisas, ou seja, meu pai aprendeu com meu avô que aprendeu com o pai dele e por aí vai... mas quando se pergunta o porquê das coisas, ninguém sabe. Adoraria saber se existe alguma coisa de ruim na meleca que sai pepino, afinal só se vê isso repetindo o gesto que aposto que muita gente hoje em dia faz simplesmente p...